http://grooveshark.com/s/Casa+Pr+Fabricada/3TuO7A?src=5
O embalo, o abraço, o afago. Perco-me em você, nos perdemos na tarde e o tempo se perde entre tanto tato, fato e beijo. O olhar, o sorriso, o sim, o silêncio. Os pés, as mãos, o seio, o pêlo, o lábio. O olhar, o olhar, o olhar....manchado. Verde me renovando as esperanças. Marrom me confirmando o sim, o sonho. O branco no negro, e a balada balançando os corpos soltos como minhocas no cio. O bigode, o riso, a doce dor. O quente querer da entrega. Deixo-me ir, sou levada, largo os pesos e as pendências de uma vida pouco resolvida. O céu azul confirmando, os Beatles e o Pois é...”e fazer do teu sorriso um abrigo”. Cuidado, verdade, e agora, de verdade. Clareia minha vida....me aceita assim, me olha de novo e me mistura no teu mel verde e marrom...Here comes the Sun.
sábado, 3 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
frio
Tem horas que a dor é tão grande, que parece que o peito está sendo corroído, o coração se dilacera, respirar torna-se um grande esforço...o corpo enfraquece, treme, geme...o medo mistura-se ao frio. Tudo perde a cor, o chão some dos pés. O corpo está enfraquecido, sente a falta, sente o vazio. Teima em manter-se forte, mas a luta é em vão e o esforço mutila até os poros. Os olhos não enxergam o horizonte, não enxergam letras, não enxergam nada. Vontade de apenas dormir, de sumir, de me guardar. Vontade de não ter existido nesses últimos 300 dias de vida. Vontade do som, do olho fechado e do repouso. Vontade da não vontade de estar aqui. Silêncio.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
parte em mim, parte de mim.
Uma mescla de impotência e medo, e se descuido tenho lapsos de desespero. Vida se esvaindo, com os muitos quilos que agora se foram e deixaram a mostra o osso e a fraqueza. Dói, em mim e nele. Nos corrói, machuca, mancha. O silêncio, o não querer, sono.fuga.nada. A falta do sol, a falta da fome, a falta da força. Não quero que me deixe, não dou conta do estar perto. Do estar em silêncio compartilhando o que todos já sabem mas não querem assumir. Medo, angústia. Fica aqui comigo, me pega no colo de novo. Se quiser pode até brigar como antes. Me leva pra comer, me protege, não sai de perto de mim. Não me troque por lençóis brancos e desconhecidos te tocando. Fica bem juntinho, toma o meu café forte ou fraco demais, mas fica aqui. Deita no meu colo, me deixa passar a mão na pele macia e flácida. Fecha os olhos e sente minha mão te afagando e mostrando todo o meu amor e cumplicidade. Não se esquece de como você chegou até aqui, continue, tente, por favor. Não se entregue, não me entregue e não me desproteja. Pense, mas não muito. Não deixe de sentir, de tocar, de sorrir, de ser meu complexo. Pai.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
negranoite.
Sinta....minha mão sobre a sua.....meus lábios roçando sua nuca....meu cheiro em suas narinas, meu cabelo na sua boca.....minha língua no seu ouvido, meu umbigo entre suas virilhas...nossos corpos dançando sob a lua, sobre os lençóis cheirando a sândalo, na penumbra de um quarto fresco de madrugada....sinta....prazer, delírio, sussurros e suor, gemidos, contrações...risos sobre beijos sob línguas.....o já, o eterno, o etéreo....espírito, carne, alma....o querer e o dendê...o ser e o não ter....o suspiro, o estalo, o sono, o junto, mãos com mãos...pés entre pés....sonho, som...sou.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
vulgo
É aquele exagero de vida pulsando, transbordando, teimando em se mostrar, apesar dos pesares. Vem com tanta volúpia e desejo, que estremece minha base, que mancha minha visão, que me ensurdece a alma. Vem como uma onda suja de mar, que se misturou a tantos outros mares, varrendo toda espécie de lixo e luxo possíveis. Meu umbigo insiste em sustentar a bunda, que vagueia pra lá e pra cá, louca por viver e dançar e pular. Aos poucos o só se mistura ao junto, juntos, juncos, numa miscelânea de cheiros, amores, pulsares, salivas e toques. Desejo irreprimível que INunda a matéria carnal e espiritual. A arte que gruda no viver, que não me deixa mais agir sem ela, sem a cor, sem o som, sem o salto e o gesto. a ativa arte do ser, o gregário, o vital. Meu cabelo fundindo ao teu, assim como os corpos negros e quentes. O calor da troca, a entrega, o charme, o chão e até o chulo. Me dispo, me deixo, flutuo entre almas, entre corpos e copos. Uma mundana espiritual que não cabe em si. Assim me faço, minha e tua.
domingo, 7 de agosto de 2011
Alteridade virtual
Acordei um pouco à flor da pele, um pouco não. Um pouco triste e um pouco feliz. Um pouco sentimento e um pouco razão. Quis compartilhar, mas não havia ninguém por perto com quem eu pudesse trocar essa dicotomia de sensações. Hesitei, mas acabei ligando o computador. Cansada da rotina virtual, do saber da vida de todo mundo no sentido mais literal possível, fui atrás da subjetivação. Procurei meus amigos através de suas palavras. Li, reli, chorei, e me bateu uma vontade de juntar todos, poucos, e abraçá-los, beijá-los, passar horas conversando, rindo, chorando, trocando um pouco da dor que cada palavra carrega. Não estou sozinha, não tenho sentimentos e sensações exclusivos. A vida é hostil, e não estou sendo autopiedosa e todas essas coisas. É fato. Falta. Não sabemos lidar com tanta bestialidade, com tanta pancada na cabeça. Vivemos de amor, vivemos de arte. E nos aliviamos em palavras, que nos ligam as mesmas sensações, mesmas decepções, mesmo que virtualmente.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Gélidas reflexões
Dia sublime. Dia irônico. Dia de reflexões. Começou tarde e gelado, mas assim que saí da cama, comecei a refletir e aprender muita coisa. “Estou virando gente grande”, pensei, ao sair de carro, pagar a conta e fazer compras no mercado. Nunca tinha feito compras sozinha. Nunca havia estado tanto tempo sozinha. Um pouco deslocada, deslizei pelas gôndolas do supermercado. Como é difícil escolher as frutas e verduras certas, como é difícil tomar decisões. Não era mais brincadeira. Não era mais o jogo do faz-de-conta dos sete anos, no qual a gente sonha em ser adulto e decidir por si só. Agora é pra valer. Se vira nessa vida frenética que está posta pra você. Retornei na parte das frutas pelo menos três vezes, um pouco confusa, quase agitada, mas tomada por uma sensação de ‘sou dona do meu nariz e decido por meus atos’. Comprei as vagens, ricas em fibras e a beterraba, única, que me rendeu uns cinco minutos de escolha. Troquei o branco pelo integral, e o doce pelo saudável. Agora cuido de mim. Agora tenho que dar conta de mim. Paguei com meu próprio dinheiro minha primeira compra. Um marco pra mim. Tenho aprendido muito nesses dias de solidão e solitude. Tenho pensado mais, tenho sentido menos medo e mais angústia. Mais calma e menos vazio. Mais falta e mais sentido. Engraçado e triste, como a maioria das coisas da vida. A arte do encontro continua me seduzindo, os encontros, tão lindos, tão importantes, tão coloridos no meu dia cinza. O ataque de riso, que há muito não aparecia, veio com tudo, assim como o frio escrachado curitibano. Ri, amei, troquei, abracei. Alteridade é algo incrível, mais importante do que eu imaginava. O dia terminou com, novamente, reflexões. Insustentável Leveza do Ser? Movimento. Mudança. Vazio. Não sou só eu que estou nesse caminho. Outros compartilham comigo o ser, o não ter, o não ser, o querer. Mudanças, que venham de vez. Que inundem minha vida assim como o ar gélido que entra em todas as frestas possíveis.
Pra terminar, olhei pro céu e vi uma lua imensa, sorrindo, aquele sorriso amarelo, aquele sorriso irônico, sacando tudo o que tá rolando por aqui. Sorri.
Pra terminar, olhei pro céu e vi uma lua imensa, sorrindo, aquele sorriso amarelo, aquele sorriso irônico, sacando tudo o que tá rolando por aqui. Sorri.
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